28 junho 2017

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 93

De manhã, decidi ir passear a minha cadela para a praia. Ela ama saltar atrás das aves, escavar a areia e brincar a desfazer algas esverdeadas.
A beleza marítima encanta-me... é agradável ver a magnificência deste ambiente!
É indescritível ver a felicidade das crianças a brincar, sentir a areia fresca, ver vagas encarpadas, sentir a ventania agreste e aspirar a maresia salgada: devem ser dádivas da existência!
Realmente, a praia é a casa principal da minha vida!
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio nº 93 – escrever sem O nem U

Amélia Meireles ― desafio RS nº 50

A sua vida fora sempre um desacerto. O seu nascimento, uma desventura para os pais que viveram em desencontro com o seu destino. Chegou para desfazer sonhos. Cedo aprendeu o que era o desamparo. A avó, com mais tino, ofereceu-lhe o amparo que a faria sobreviver a tão cruel desígnio. Aprendeu a carregar o fardo. A vida ofereceu-lhe ventura. Fez o acerto e, no encontro com o acaso, soube fazer do seu destino a mais nobre caminhada.
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada

Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 59

Não queria amar... não acreditava no amor.
Não queria chorar, não desejava sofrer, não pensava que me fizesses sorrir!
Não gostava de homens com cabelos compridos, não apreciava tatuagens, não gostava de barbas, não acreditava na sensibilidade masculina... até te conhecer!
Não gosto de contabilidade, porque não consigo contar as estrelas.
Não aprecio chuva, mas por ti enfrento uma inundação!
Não gosto do campo, mas contigo vou para qualquer lugar!
Não há obstáculos para o verdadeiro amor!
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio nº 59 – 14 vezes a palavra não

Vera Viegas ― desafio RS nº 50

Desemburrecer
Depois de dez anos Ana sentia-se emburrecer diariamente naquele emprego. Vivia num constante descrédito sobre si. Acreditar que tinha capacidade para mais era-lhe porém difícil.
Sem contar a ninguém, um dia ligou o botão da confiança, candidatando-se para uma vaga, que, caso conseguisse, nunca mais se podia desacreditar. Desligou os pessimismos, deu um crédito a si mesma e começou a descontar as inferioridades.
Independentemente do resultado, amanhã será o dia em que Ana vai desemburrecer para sempre.
Vera Viegas, 33 anos, Penela da Beira

Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 67

Hoje acordei com o sol a entrar pela janela do quarto. Saí do leito, tomei banho, bebi leite quentinho, arranjei-me e, após ter feito a cama, fui ao supermercado comprar azeite. Em seguida, caminhei até à praia.
Enchi o peito de ar e senti o aroma da maresia.
O vasto areal estava repleto de crianças... pareciam uma tribo de índios, brincando com trejeitos próprios da idade. A praia era estreita para tantos...
Assim, o dia é perfeito!
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio nº 67 – 8 palavras com EIT

Amélia Meireles ― desafio RS nº 49

Aquilo foi uma operação complicada, desabafava Eduardo. Mas ele estava muito doente? Não, não teve nada a ver com saúde. Foi o Barnabé que desatinou com a situação. Que raio de operação fez o Barnabé?­ ― perguntou Isidoro. ― Foi apanhado em alguma operação STOP? Espera aí, já percebi. Não falo do meu cunhado, mas do cão do meu vizinho. Caiu num poço. O salvamento teve cálculo matemático até finalizar a operação com sucesso. Difícil o nosso Português, não?
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada
Desafio Rádio Sim nº 49 ― operação


Susana Sofia Miranda Santos ― desafio nº 50

O amor raiou quando o Verão despontou. Depois, a contragosto, o mês de Agosto atingiu o calendário. Ironicamente, a vida ficou nebulosa no mês mais soalheiro.
O areal da praia era tão extenso como as saudades que eu tinha de ti; o perfume salgado da maresia confundia-se com o sabor das minhas lágrimas... as férias eram sinónimo de desgosto.
Mas, a gosto, Setembro voltou a trazer-te para mim, bem como a felicidade que representas na minha vida.
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio nº 50 – Com as palavras AGOSTO; A GOSTO; A CONTRAGOSTO; DESGOSTO

Amélia Meireles ― escritiva nº 21

O rosto denunciava a aflição que ninguém adivinhava. A amiga preocupada questiona se está bem. A resposta pouco esclarece e apenas confunde mais. Estava bem, sim, mas precisava de ir à casinha. A casa de quem queria ela ir? Numa excursão, em regra, visitam-se monumentos e não casinhas… A insistência para clarificar potenciou o desatino da amiga. Qual é o teu problema, preciso de ir à casinha! Rápido ou urino-me toda! Percebi, casinha é quarto de banho!
Amélia Meireles, 64 anos, Ponta Delgada

Escritiva nº 21 ― falsos amigos (palavras com vários significados)

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS nº 20

O amor, ocasionalmente, afigura-se um caminho tortuoso, doloroso e penoso para a felicidade, mas deves lutar por um destino auspicioso junto de uma pessoa amorosa, que te propicie um futuro melodioso.
Hoje o dia amanheceu chuvoso, mas amanhã o sol radioso assomará no horizonte.
Tens de ser teimoso, corajoso e não podes desistir de uma existência luminosa, plena de sonhos cor-de-rosa.
A persistência transforma qualquer pesadelo pavoroso numa fantasia maravilhosa.
Foi assim que conheci o meu namorado!
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio RS nº 20 – 14 palavras acabadas em -oso, -osa

Mónica Marcos Celestino ― desafio nº 5

Doces sons à beira do tranquilo mar
Doces e rítmicos compassos
ecoados pelo bater dos remos vigorosos.
Sons calmos de ondas sinuosas
que baloiçam prazenteiras e risonhas
à procura de almas marinheiras
que, saudosas, desejam com ardor,
beira onde algum dia, esgotadas,
poder voltar a arribar fecundas
do morno e saudoso rebolar
das paixões e das lembranças.
Tranquilo prossegue o monótono canto
pelas cordas do vento atemperado.
Mar de espumas prateadas
que deixa ouvir o seu lamento.
Mónica Marcos Celestino, 43 anos, Escuela Oficial de Idiomas, Salamanca, Espanha
Desafio nº 5frase de sete palavras, cada palavra está depois de 10 em 10 palavras

Susana Sofia Miranda Santos ― desafio RS nº 11

Quando te conheci, percebi que eras o homem da minha vida.
Quando estás comigo nunca temo nada ― tu dás-me a coragem necessária!
Quando a estrada é sinuosa temos de contornar cautelosamente os obstáculos.
Quando escalo uma montanha és tu que me carregas nos ombros.
Quando me dás a mão tenho todo o carinho do mundo.
Quando ouço violinos és tu, amor, que tocas no meu coração!
Quando te conheci comecei a ser feliz... obrigado por seres assim!
Susana Sofia Miranda Santos, 37 anos, Porto

Desafio RS nº 11 – 7 frases de 11 palavras, sempre com uma palavra repetida

27 junho 2017

Paula Tomé - desafio nº 1

Saiu... caminhou... e eis que, à distância do olhar, no horizonte, lhe surgiu o Palácio... da Pena...
Nome simbólico, pensou...
Sacudindo esse triste sentimento, olhou-se dentro e percebeu que desejava tornar aquele simbolismo noutro mais positivo: o de escrever a vida ao sabor da pena... isso, sim, era parte de si...
Num suspiro, trocou a angústia pelo sorriso...
Seguiu... com saudade... mas com vontade dum futuro que lhe alimente o fogo da inspiração que lhe vai dentro...
Paula Tomé, 45 anos, Sintra

Desafio nº 1 – palavras impostas: pena, sorriso, fogo

Vera Campos ― desafio RS nº 50

Desculpa se te desiludi. Sinto culpa, porque em mim te iludiste. Desejei voltar atrás. Desfazer e volta a fazer. Construir um novo começo. Hoje, sonho com um novo desfecho. Contigo sei: vou destruir o preconceito. Vamos ser fortes e vencer as desconfianças. Juntos seremos força e confiança. De mãos dadas desbravamos terras desconhecidas. Destemidos não deixaremos que ninguém destrua o nosso amor. Aceita o meu pedido e parte comigo nesta descoberta. Eu, tu e para sempre nós!
Vera Campos, 38 anos, Santa Maria da Feira
Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des

Paula Castanheira ― desafio nº 115

A notícia tinha-lhe caído assim, naquela noite, sem se fazer anunciar! Tentava apanhar as pontas, mas sentia o coração na boca, as pernas bambas, no peito, um aperto imenso, um misto de raiva, desgosto, desilusão.
Tentar perceber as razões daquela traição, era tarefa impossível por agora, queria desabafar nas suas lágrimas, mas nem isso conseguia, por isso abraçou a Martinha e tentou fechar os olhos, na esperança que o sono a levasse dali, para um lugar melhor…
Paula Castanheira, 53 anos, Massamá

Desafio nº 115 – frase de Valter Hugo Mãe

Theo De Bakkere ― desafio RS nº 50

Nem Italiano nem Belga
Era para mim um facto desconhecido que Santo António nasceu em Lisboa. Ora, não se chama António de Pádua, como eu tinha feito numa conversa com amigos, porque cada lisboeta considera isto como uma desfeita que deslustra sua terra natal. Porém desconsideram ou não conhecem seu lustroso nome familiar, Fernando do Martim de Bulhões, ou Boullion, uma vila belga. Então visto sua origem também é um pouco belga. Os amigos ripostaram "Santo António é só o nosso".
Theo De Bakkere, 65 anos, Antuérpia, Bélgica

Desafio RS nº 50 ― palavras com prefixo des

26 junho 2017

Programas Rádio Sim - semana 26 junho 2017

Todos os programas, sempre com Helena Almeida e Inês Carneiro, 

nas Giras e Discos, podem ouvir-se aqui (ou pelos links que estão em baixo).


Indicativo do programa:








- Música e letra: Margarida Fonseca Santos; 
Arranjos, direcção musical, piano e voz: Francisco Cardoso
- Histórias de Cantar CD - Conta Reconta

Horário na Rádio Sim - 17h45, todos os dias

Quer saber que histórias foram lidas? Vá por aqui:

25 junho 2017

Sofia Martins ― desafio nº 74

Romeu e Julieta nas “Montanhas da Cabra”
Era uma vez duas montanhas longínquas, as “Montanhas da Cabra”. No vale por elas formado, corria um rio de água transparente, no qual as cabras costumavam ir beber água.
Lá, morava um gato preto que adorava passear à noite. Num dos seus passeios noturnos perto do rio, avistou uma gatinha branca na outra margem. Ao olharem um para o outro, apaixonaram-se. Porém, não se podiam tocar, pois não havia uma 
ponte para atravessarem. Então, ficaram ali... tristes!"
Sofia Martins, 13 anos, Montijo, Escola Secundária Jorge Peixinho, prof São Almeirim

Desafio nº 74 – nada em que se transformara

Alba Molina, Jorge Reina ― desafio nº 37

O homem do vinho
Ernesto foi um homem muito sério. Ninguém soube porque ele trouxe um sorriso nesse momento. Entrou no hotel e pediu um copo de vinho. Depois subiu.
O homem do hotel quis perceber o porquê, contudo, nem sequer perguntou.
Uns minutos depois, o nosso homem desceu e cruzou o hotel inteiro. Deixou o edifício.
Nesse momento um menino disse: “Um morto” Um morto no corredor! Todos os homens e mulheres do povo dormem com temor desde esse momento.
Alba Molina, Jorge Reina, 14 anos, Escola Secundária Zurbarán, Badajoz, prof Catarina Lages

Desafio nº 37 – uma história sem usar a letra A

Rita Rodrigues ― desafio nº 3

Inúmeras coisas para fazer 
Era dia um de fevereiro. Levantei-me às sete e calcei as minhas duas pantufas. Seguidamente, dirigi-me à cozinha e preparei um leite quentinho que acompanhei com três bolachas.
Depois, fui arranjar-me. Às oito nove, estava pronta e, então, dirigi-me para a rua para passear o meu cão. Demorei seis minutos. De seguida, começou a correria: cinco minutos para preparar a mochila, quatro para o lanche…
Finalmente, fui para a escola e lá cheguei à sala A1.10.
Rita Rodrigues, 12 anos, Montijo, Escola Secundária Jorge Peixinho, prof São Almeirim

Desafio nº 3 – números de 1 a 10

Rubén Donoso, Diego Vadillo ― desafio nº 76

Narnia
Na semana passada vi um filme de animais que falavam e eram grandes. Eram bastante inteligentes. Queriam dançar e ser livres, mas estavam assim numa cela e estavam tristes.
Mas um dia fugiram, apanharam umas bicicletas vermelhas grandes e tinham três luzes. Mais tarde, decidiram viajar para um lugar que se chamava Narnia. Em Narnia havia muita gente e fizeram amizades mágicas. Passaram três semanas. Nesta cidade ficaram livres, alegres e viveram felizes até à semana seguinte.
Rubén Donoso, Diego Vadillo, 14 anos, Escola Secundária Zurbarán, Badajoz, prof Catarina Lages

Desafio nº 76 – escrever sem a letra O